Para aqueles que vão à Paris, outra parada obrigatória, não muito longe dali, é o Palácio de Versalhes, ou Château de Versailles, na língua original. O Palácio e seus jardins são verdadeiramente lindos e merecedores de uma visita! Além disso, o palácio é rico em história, já que por ali viveram e passaram diversos reis franceses e importantes marcos históricos.
Sua construção iniciou em 1631, como uma casa de campo, que era usada pelo Rei Louis XIII quando ia à região de Versalhes caçar. Posteriormente, durante o reinado do seu filho, Louis XIV, o Palácio passou por diversas obras de ampliação e transformou-se em residência de lazer. Devido à paixão que o rei desenvolveu por estas terras, em 1682, o Palácio passou a ser usado como a principal residência da corte francesa e do governo. O local passou, então, a receber diversas festas e eventos. No entanto, as obras ainda estavam longe de serem completadas quando, em 1715, o rei Louis XIV faleceu e, logo em seguida, a corte francesa retirou-se de Versalhes.
Apenas anos depois do falecimento do pai, o novo rei, Louis XV, decidiu retornar ao palácio e retomar as obras internas e externas, criando aposentos menores e dando sequência a alguns projetos já iniciados anteriormente. Seu filho, o rei Louis XVI, nasceu em Versalhes e viveu no Palácio a maior parte de sua vida, diferentemente de seu pai. Foi na Ópera Real do Palácio que ocorreu o seu casamento com Marie-Antoniette, em 1770.

A Revolução Francesa passou por Versalhes tirando-lhe o brilho, já que as mobílias e outros itens da Monarquia foram confiscados e vendidos a cidadãos e comerciantes. Assim, restaram apenas as obras de arte e de ciência, cujo confisco não estava incluído na lei de 1793, e os itens que a Família Real havia levado consigo na mudança para o Palácio das Tulherias, ou guardado em depósitos particulares.

Em 1837, Louis-Philippe, o “Rei dos Franceses”, inaugurou em Versalhes um museu dedicado a todas as glórias da França ao longo dos séculos. Seu objetivo era reconciliar e reforçar a união do povo francês, indiferentemente de crenças políticas e ideológicas individuais.
O palácio tornou-se um símbolo de poder e protagonizou eventos importantes da história, além de expô-los em seu museu. Foi em Versalhes que o Império Germânico foi proclamado, em 1871, após a vitória dos prussianos sobre os franceses. Ironicamente, na mesma Sala dos Espelhos, onde quase 50 anos antes o Império Germânico havia sido declarado, em 1919, os alemães tiveram que assinar o tratado de paz, encerrando e assumindo a derrota na Primeira Guerra Mundial. Foi também no palácio que surgiu a Terceira República Francesa, quando o parlamento refugiou-se ali, e onde quinze eleições presidenciais ocorreram, entre 1873 e 1954.

Outra importante contribuição para a manutenção do palácio foi feita pelo norte-americano John D. Rockefeller, que fez generosas doações, em agradecimento ao envolvimento francês na guerra de independência dos Estados Unidos.
Os Jardins do Palácio são realmente um espetáculo à parte! Com uma bela mistura de flores, fontes, estátuas, lagos e arbustos cuidadosamente podados. O estilo de jardim francês é uma dos que mais me agrada, com toda sua simetria e harmonia entre os elementos.



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