Roteiro de 3 dias na vibrante Osaka

Chegada e Visto de Turista

Aterrissamos em Osaka no meio de manhã, e a chegada no aeroporto de Kansai – Osaka já foi impressionante!

Brasileiros e portugueses não precisam de visto para turismo no Japão por até 90 dias. Precisamos apenas preencher um formulário online (melhor preencher antes da viagem, para não perder tempo no aeroporto). Isto vai gerar um QR CODE, que vamos scanear em uma máquina na chegada, junto com o passaporte, tirar fotografia e digitalizar as impressões digitais dos indicadores. Depois, recebemos um código (a, b, c ou d) para seguir nos próximos passos.

Depois dessa verificação automatizada, seguimos a letra para sermos fiscalizados por um inspetor e receber a etiqueta do visto no passaporte.

Em seguida, passamos pelo controle aduaneiro, que também é feito por uma leitura automática da nossa imagem.

Importante comentar que é proibido entrar no Japão com carnes, plantas ou produtos derivado, sendo punível com multa de ¥ 3 milhões e até 3 anos de prisão!

Visitamos Osaka durante a Expo Osaka, que aconteceu até 13/10/2025, e o aeroporto estava super preparado para dar as boas-vindas aos turistas: música, prova de sake, voluntários ajudando com informações…

Hospedagem

Do aeroporto, seguimos de transporte público para a acomodação, que ficava perto do Shinsekai Market. Ficamos hospedados em um apartamento muito confortável e completo (Arashi BNB) e pagamos cerca de € 47 por noite.

O que visitar em 3 dias em Osaka

DIA 1

Depois de deixar a nossa bagagem, almoçamos em um restaurante perto da acomodação. Experimentamos 2 sopas miso + 2 pratos de gyudon (arroz com carne bovina e legumes, com opção de ovo). O preço total para 2 pessoas foi ¥ 1540 = € 9,34 = R$ 50.

De lá, seguimos a pé para começar a conhecer a vibrante Osaka!

O Templo shinto Namba Yasaka é um dos famosos pontos turísticos de Osaka, por ter a forma de cabeça de leão (shishi), com 12m de altura. Acreditam que a boca aberta da criatura “devora o mal” e traz boa sorte, especialmente para quem busca sucesso nos estudos ou negócios. A visita é gratuita, e o templo está aberto ao público das 6h às 17h.

Não muito longe dali, fica o Mercado Kuromon Iciba, o mercado público de Osaka, cheio de cores e sabores.

Hozen-ji Temple é um refúgio silencioso escondido entre as luzes de Namba, onde os visitantes cobrem a estátua de musgo com água, em busca de boa sorte e serenidade.

Dotonbori é o epicentro vibrante da cidade, com letreiros luminosos, comida de rua e uma energia que parece nunca dormir. Aqui tem uma das gigantes lojas da famosíssima Don Quijote.

No jantar, dividimos uma porção com 8 Takoyaki, uma espécie de crepe em bolinha típico de Osaka, recheado com polvo e temperos. Por cima, colocaram molho e raspas de bonito seco. Eu pularia essas raspas, porque é forte e roubou o sabor. Custou ¥ 980 = € 5,93 = R$ 37,50.

DIA 2

Tomamos um café da manhã/almoço em estilo japonês, no Onigiri Musubiya (34°41’47.6″N 135°30’42.4″E) e estava uma delícia! O Onigiri é uma espécie de temaki, com várias opções: salmão, carne moída, omelete, atum, ovas, ameijoas… O combo, com 2 onigiris + sopa de miso de ameijoas + 2 pedacinhos de omelete + 2 pratinhos de pickles de rabanete japonês e outros vegetais custou ¥ 880 = € 5,20 = R$ 33,70/pessoa.

Tenmangu Shrine é um santuário xintoísta, fundado em 949 dC, dedicado a Sugawara no Michizane, um estudioso que virou símbolo dos deuses do conhecimento.

Visitamos o Roseiral Nakanoshima, mas não era muito impressionante (pelo menos não nesta época do ano)…

Quem quiser ter uma vista de Osaka de cima, pode subir ao Umeda Sky Building. Para subir na torre, o ingresso custa ¥ 2000 = € 11,82 = R$ 76,59/pessoa.

Depois, passeamos por Nakazakicho, um bairro charmoso, cheio de lojinhas vintage, cafés aconchegantes e uma atmosfera mais tranquila.

O Castelo de Osaka é um dos belos cartões postais da cidade! Construído no século XVI, o castelo testemunhou várias batalhas sangrentas, como as que levaram ao início da era Edo, e foi destruído e reconstruído muitas vezes (a última em 1931). Para quem curte museu, vale visitar o castelo por dentro. Ou, então, pelo menos passear pelo parque e apreciar a vista!

Jantamos no Okonomiyaki Kiji, um restaurante escondido embaixo da estação de trens de Umeda. Éramos os únicos estrangeiros por lá, uma experiência super autêntica!

Okonomiyaki é uma espécie de omelete com repolho na base, coberto por molho okonomiyaki, maionese japonesa e gengibre. Ficou uma delícia!

Okonomiyaki com bacon e lula + Okonomiyaki com ovo e lula + 1 cerveja + 1 suco de laranja custou ¥ 3000 = € 18 = R$ 115 (2 pessoas).

Para finalizar o dia, fomos tomar um café no pequeno Amanto Cafe.

DIA 3

Seguindo na sequência de comida, às 11h estávamos indo tomar o café da manhã. Vimos um fila de japoneses esperando para entrar num restaurante e nos jogamos, porque “se tem fila, deve ser típico e bom”. Depois, descobrimos que a especialidade era pata de porco cozida 🙈 , mas também tinham alguns espetinhos que nos salvaram (mas vários eram de miúdos).

Começamos o dia passeando pelo Tennoji Park. O bilhete custou ¥ 300 = € 1,80 = R$ 11,60/pessoa. O parque é pequeno, mas muito bonito. Também o Museu de Arte de Osaka fica localizado no parque.

Shitennō-ji foi o primeiro templo budista oficial do Japão, construído em 593 dC! Fundado pelo Príncipe Shōtoku, o templo não tinha só o propósito religioso, mas baseava-se em quatro instituições (ou Shika-in): Instituição de Religião e Educação, Hospital, Farmácia e Instituição do Bem-Estar, tudo para oferecer apoio social básico ao povo japonês! O templo original foi destruído algumas vezes, mas o espírito continua: a versão atual foi toda reconstruída em 1963 e a visita é gratuita. Ah, e o nome vem dos Shitennō, os quatro reis celestiais que protegem os cantos do mundo.

À tarde, fizemos um bate e volta até o Parque de Nara e visitamos o Templo Todai-ji. Neste artigo contei mais sobre esta experiência!

Encerramos o dia com um jantar no Kushikatsu Daruma, experimentando outro famoso prato típico de Osaka: Kushikatsu, espetinhos de carne, marisco ou vegetais, empanados em pão ralado (panko) e fritos. Admito que este não foi um dos meus favoritos, porque não sou a maior fã de frituras, mas vale experimentar.

A Torre Tsūtenkaku é um ícone nostálgico de Osaka, que mistura passado e futuro, com mirante panorâmico, luzes coloridas e o charme retrô do bairro de Shinsekai.

Osaka foi uma das cidades que mais gostei de conhecer nesta viagem, não pode faltar no teu roteiro!

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